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O
PRINCIPIO DA COMPETÊNCIA NO MUNDO DA VARIABILIDADE
O
mundo empresarial passa por uma transição sem volta,
sendo que a chave do êxito se encontra na formulação
e equivalência do comportamento variável dos fatores
globais com os processos de adequação e gerenciamento
dos negócios, através de sistemas que se apropriem
as sazonalidades.
Nossa condição
fixa ou variável já não possui vínculos
com o patrimônio das organizações, que por
sua vez não são mais representativos pelo imobilizado,
mas pela qualidade do mobilizado.
O jogo que tem
valor está exatamente no campo de batalha e, portanto é
de alto risco e feito para uma nova safra de destemidos, loucos
e determinados conquistadores. Ao contrario, num passado muito
próximo, o show era ser parte de um staff, medido por reuniões
intermináveis, junto a um grupo de estratégicos
pensadores. Sem questionamentos, nosso sonho era poder se deslocar
para área nobre das organizações, local reservado
e blindado para os altos escalões. O resultado da conquista
somava-se a uma sala decorada com direito a cafezinho servido
pela copeira, ser tratado por senhor ou doutor, e paparicado por
uma exclusiva secretária. Daí para frente o sucesso
ficaria na dependência das articulações sociais
entre os habitantes deste requintado e exclusivo mundinho.
Os tempos mudam,
e com eles novas necessidades e exigências criaram a percepção
de um modelo enxuto próximo às coisas praticas e
operacionais, e assim gradativamente os velhos sistemas foram
sendo condenados pelo próprio distanciamento tático
que definiram a sua própria ascensão.
No mundo competitivo,
gradativamente fomos assistindo ao fim do status do isolamento,
valorizando aqueles naturais do campo das ações.
Ser executivo, independente do tamanho das ambições
passou a ser sinônimo da frase “ter capacidade de
executar” de tal forma que o custeio do passe fica pela
medição direta dos resultados produzidos. Desta
forma presenciamos a extinção da garantia fixa de
ser e estar para um perfil necessário de participar e agir,
dependente direto do êxito das próprias realizações
e da capacidade criativa de inovar com soluções
frente a um mundo articulado para ser desigual.
Quando definimos
o comportamento empresarial moderno, temos a clara visão
de que todos participantes do meio devam estar necessariamente
ligados e conectados para a produção geradora de
negócios, ou seja, arte de executar fica na dependência
do profundo vinculo e afinidade com o conhecimento das variáveis
conectadas diretamente com o mercado. Desta forma o segredo e
êxito do desenvolvimento de uma atividade estão na
quantidade qualificada de profissionais competentes para interpretar
e agilizar soluções de retorno ao mesmo mercado.
A pró-atividade
passou a ser mandatária nos quesitos do mundo variável,
e desta forma não ser animadamente atirado é estar
convicto de que será fuzilado, internamente ou pela concorrência
mais esperta. No mundo variável tudo que não está
no foco para definir resultado, independentemente de ser humano
ou técnico, são repassados para quem possa dar mais
variabilidade de execução.
A solução
estrutural está no conceito de um modelo permanente e elástico,
do tipo ser “resiliente” o suficiente para atacar
e recolher sem grandes perdas, mas com velocidade suficiente para
continuar o jogo da ação, reação e
resultados. Estamos na era do soltar a franga, porque a produção
do valor está em ser variável e continuamente solucionador
das coisas que a maioria não consegue.
O mundo continuará
sendo seletivo na busca dos qualificados que obrigatoriamente
terão que produzir ações que transfiram dentro
do seu marketing pessoal as razões e motivos para geração
de interesse.
Sérgio Dal Sasso,
faculdade de economia e administração da USP, pós
graduado em finanças e MBA varejo pela USP. Consultor,
escritor, articulista e palestrante em temas relacionados com
a expansão dos negócios ligados à tecnologia
e capital humano.
Experiencia profissional executiva e consultiva em empresas tais
como: Alba, Adria, Busscar, Gazeta Mercantil, Léo Madeiras,
Sucessu, Convênio Alimentação, Multitel, Champion,
Buonanno, Santander, Galena, Gov.Paraná, Abra, Unipharmus,
entre outras.
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